domingo, 1 de agosto de 2010

Sarmo 23

O Sinhô é meu pastô e nada vai me fartá.
Ele me faiz caminhá pelos verde capinzá,
Ele tamém me leva pros corgos de água carma...
Inda que eu tenha qui andá nos buraco assombrado,
lá pelas encruziada do capeta, não careço tê medo di nada
a modo de que Ele é mais forte que o coisa-ruim.
Ele sempre nos aprepara uma boa bóia
na frente di tudo quanto é maracutaia.
E é assim que um dia,
quando a gente tivé mais pra lá do qui pra cá,
nóis vai morá no rancho do Sinhô
pra inté nunca mais se acabá...

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